[Astronovas] FORMAÇÃO DE PLANETAS É UMA GRANDE CONFUSÃO!
astronovas at oal.ul.pt
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Fri Nov 5 18:45:50 WET 2004
FORMAÇÃO DE PLANETAS É UMA GRANDE CONFUSÃO!
Astrónomos anunciaram que os planetas são formados durante um longo
período de colisões entre corpos rochosos do tamanho de montanhas.
Uma concepção de artista pode ser vista em:
http://www.oal.ul.pt/astronovas/planetas/spitzer.jpg
Novas observações realizadas com o auxílio do telescópio espacial
Spitzer surpreenderam os astrónomos ao revelaram enormes nuvens de poeira em
torno de várias estrelas. Estas nuvens são provavelmente formadas quando
planetas embrionários rochosos se despedaçam uns contra os outros. O satélite
natural da Terra poderá ter sido formado devido a uma catástofre semelhante.
Antes da obtenção destes resultados, os astrónomos acreditavam que os planetas
eram formados em circunstâncias muito menos caóticas.
Juntamente com dados obtidos pelos satélites astronómicos de
infravermelhos anteriores, os dados fornecidos pelo Spitzer permitiram aos
cientistas observarem ambientes de formação planetária mais variados.
A equipa procurou discos poeirentos em torno de 266 estrelas próximas, de várias
idades e de tamanho semelhante - aproximadamente duas a três vezes a massa do
Sol. Descobriu-se que setenta e uma dessas estrelas albergavam discos,
presumivelmente contendo planetas em diferentes estágios de evolução. Mas, ao
invés destes desaparecerem nas estrelas mais velhas, em certos casos os
astrónomos observaram o oposto.
Pensava-se que estrelas novas, com aproximadamente um milhão de anos,
possuiriam discos maiores e mais brilhantes enquanto estrelas velhas, com idades
compreendidas entre os 10 e os 100 milhões de anos, possuiriam discos menos
proeminentes. Em vez disto, foi descoberto que existem algumas estrelas novas
sem discos e outras mais velhas com discos massivos.
Esta variabilidade implica que os discos de formação de planetas podem
ficar repletos de poeira durante os seus períodos de vida, que podem chegar até
centenas de milhões de anos após a formação da estrela hospedeira. A única
forma de se produzir tanta quantidade de poeira, como a que se observa em
algumas estrelas velhas, é através de grandes colisões.
Na era anterior ao telescópio Spitzer, apenas umas poucas dúzias de
discos de formação planetária foram observados em torno de estrelas com poucos
milhões de anos. A visão infravermelha de grande sensibilidade do Spitzer,
permite a este aparelho detectar o fraco calor proveniente de milhares de discos
de várias idades, abrindo assim uma nova porta para o estudo destes discos e da
evolução planetária.
Estas novas e excitantes descobertas fornecem uma nova visão do processo
da formação planetária, que levou ao nascimento do planeta Terra e da própria
O Spitzer comprovou ser uma ajuda preciosa para a missão de explorar o
universo e procurar vida.
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